segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Não Confio em Gente que Não Lê #24 - Elantris

Quando mostrei pra um amigo do trabalho (beijo, Manduca) a lista de categorias do Desafio Literário do Tigre e disse que eu não sabia o que pegar pra ler depois de 'O Pequeno Príncipe', ele começou a me contar a história de 'Elantris' e falou que podia me emprestar pra eu poder riscar a categoria 'livro emprestado' da lista.

Como eu comentei no post de abertura do desafio, foi realmente complicado pra mim cumprir essa categoria. Preciso deixar meu obrigada ao Manduca por me ajudar, porque eu provavelmente não ia conseguir pedir livro emprestado pra ninguém porque eu não empresto mais livros então não me sinto no direito de ler algo emprestado. Aí ele me apareceu com 'Elantris' que é um bagulho de 500 e poucas páginas que eu demorei mais de um mês pra ler e tava ficando agoniada por ficar tanto tempo com o livro, mas já adianto que valeu a pena.



Elantris era uma cidade de deuses. De criaturas abençoadas pela shaod, a magia elantrina que transformava humanos em seres resplandecentes e poderosos capazes de manipular os aons, os símbolos que eram a base da magia e do sustento de Elantris. A cidade sustentava todo o reino com a sua magia, mas há dez anos, um acontecimento conhecido como reod transformou a shaod em uma maldição. Ao invés de transformar as pessoas em seres mágicos, passou a transformá-las em seres de meia vida, zumbis famintos, condenados a insanidade e ninguém sabe porque isso aconteceu. A queda de Elantris levou o reino junto, desestabilizando o governo e deixou o reino exposto.

Migos, só pra te resumir todo o rolê que é esse livro já da pra gastar um post inteiro! A história se divide entre três personagens principais: o príncipe Raoden, que foi tomado pela shaod e é jogado em Elantris, mas o resto do reino acredita que ele está morto. A princesa Sarene de Teod que está num casamento politico com Raoden que não pode ser desfeito mesmo depois da "morte" dele. E Hrathen, que é um gyorn, um dos cargos mais altos da religião Shu-Dereth. A história toda gira em torno dos objetivos, deveres e curiosidades desses três personagens embalados pelas suas crenças e valores ao redor de política e religião.


Aliás toda a história gira em torno desses dois pilares: política e religião e é incrível como autor consegue misturar os dois de uma maneira extremamente interessante e plausível, junto com toda uma magia absurdamente nova e diferente de tudo o que eu já vi nos livros de fantasia até hoje. Os personagens são incrivelmente fortes e marcantes, cada um com uma personalidade muito única que os acompanha durante toda a história. Não sei se isso rolou com todo mundo que leu o livro, mas é engraçado como eu fiquei o tempo todo na duvida se eu deveria ou não gostar do cara que parecia ser o vilão da história.

Ele possui todo um dicionário novo de termos de religiões e da cultura dos povos da história que o autor não se preocupa em explicar e isso é um pouco incômodo no começo, mas antes da metade do livro eu já me peguei filosofando sobre a história e usando todos esses termos como se já os conhecesse há um bom tempo. Demorei um pouco pra embalar no livro, mas a sequência dos fatos é tão interessante, tão natural e os personagens me conquistaram tanto que eu cheguei no ponto de não conseguir largar o livro até terminar. Ele é, com certeza, aquela lufada de ar fresco nas histórias de fantasia e magia que já estão surradas e velhinhas precisando de um descanso, é tipo um passo em direção a uma nova geração da magia. Teje recomendado!

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No Desafio Literário do Tigre, 'Elantris' se encaixa na categoria "Livro Emprestado".

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