quarta-feira, 3 de junho de 2015

Não Confio em Gente que Não Lê #22 - A História sem Fim

Só posso crer que o sábado a tarde quando eu decidi assistir Gasparzinho no TCM com o meu pai e a minha mãe, seguido pela adaptação de A História sem Fim, foi obra de um dragão da sorte. Eu ainda não tinha decidido qual livro ocuparia a categoria "que virou filme" no Desafio Literário do Tigre e depois de assistir à adaptação que estreou em 1984, lembrei de uma conversa na qual um amigo me contou que o livro é fascinante e que o filme quase não faz jus a história original. Foi o que bastou pra eu decidir me aventurar lendo 'A História sem Fim' de Michael Ende.



Só pra refrescar a sua memória, Bastian Baltasar Bux é um menino que, segundo as "leis da escola", não tem lá muitas qualidades. É tímido, não gosta de esportes, não é o aluno mais brilhante da sala e, no livro, ele é rechonchudo e tem as pernas tortas, o que também não lhe confere a melhor aparência física. Além de tudo isso, ele ama ler e inventar as suas próprias histórias e contá-las a si mesmo. Tudo isso é um prato cheio pros ~valentões~ que não deixam o menino em paz.

Quando fugia de um grupo de bullies, ele entrou acidentalmente em uma livraria pra tentar se esconder e conheceu o dono da loja, um senhor rabugento chamado Karl Konrad Koreander, que, enquanto falava com ele, tinha em mãos um livro com a capa cobre cujo o nome era 'A História sem Fim'. Quando o sr. Koreander se afasta pra atender um telefonema Bastian sente um impulso irresistível de ir embora e levar o livro consigo, e é o que ele faz. Apavorado por ter roubado um livro, ele se esconde no sótão da escola onde fica lendo a história do herói Atreiú que é enviado em uma grande busca para salvar a terra de Fantasia do Nada que vem destruindo todos os países e seres que a habitam. Atreiú tem que descobrir o que está deixando doente a Imperatriz Criança, que é o motivo de toda a Fantasia existir, pra conseguir curá-la e impedir que o Nada domine e destrua toda a Fantasia.


'A História sem Fim' é um livro pra quem gosta de ler. Pra quem já se perdeu em tantas outras páginas de fantasia, sobre terras distantes, heróis, batalhas, buscas, seres fantásticos e magia. Sabe quando você lê uma série e depois pega pra ler uma história anterior àquela que você leu? Uma "prequel"? Foi essa a sensação que esse livro me passou, a de ler a origem de todas as outras histórias fantásticas que existem. Esse talvez não tenha sido o objetivo inicial do autor, mas ele certamente compreende a paixão pela leitura e pelo fantástico, de uma maneira que poucas pessoas conseguem.

Ele imaginou a terra de Fantasia de uma maneira tão bonita, tão vasta e grandiosa, que seria capaz de realmente comportar todas as histórias que existem por aí. Fantasia não tem limites e é praticamente impossível visitar todos os seus países então quem garante que em um ponto distante de Fantasia não está rolando uma aula em Hogwarts? Ou que o coelho branco da Alice não está saltitando atrasado por aí? Que Aslam não está despejando toda a sua sabedoria pra guerreiros que estão combatendo Jadis, a feiticeira branca? Ou que um filho do deus aranha tenta compreender quem ele realmente é?


Ainda assim, o livro comporta todo um novo mundo completamente próprio e personagens extremamente únicos e originais. Monstros complexos e criaturas mágicas que eu não vi em nenhum outro lugar. Personagens lindos como Uiulala, Graograman (SENHOR, que personagem legal!!1!11!), a própria Imperatriz Criança e é claro, ele, o mais lindo, o mais charmoso, o mais amor de todos, Fuchur, o dragão da sorte (que a gente conhece no filme, como Falkor).



Não da pra tirar o mérito do filme que apresentou a história pra tantas pessoas e marcou muito mais de uma geração. Mas nem dois quartos do livro está lá. E depois que eu passei pelas passagens que foram representadas no filme, me parece que a história ficou mais real, mais tensa. Eu consegui desapegar dos personagens do filme, imaginá-los como eles são descritos no livro e entender todas as dificuldades que Atreiú tem que enfrentar e a importância da tarefa que foi colocada sobre os ombros dele. Mas a trajetória do Atreiú para encontrar uma cura para a Imperatriz Criança é só uma parte do livro. Depois dela existe toda  uma nova leva de aventuras, novos personagens e terras fascinantes. São tantas criaturas, tanta magia, tantos acontecimentos que o livro é  quase um desafio a nossa imaginação.

Já ficou claro que eu fiquei apaixonada pela história e pela maneira como ela é contata né? De verdade, se você gosta de fantasia, esse livro é quase obrigatório! São páginas de emoção e felicidade! s2

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No Desafio Literário do Tigre, 'A História sem Fim' se encaixa da categoria "Livro que Virou Filme".

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