quarta-feira, 7 de maio de 2014

"Find What You Love and Let it Fucking Kill You"

Dia 03 de maio de 2014 fui ao meu terceiro show da The Maine. Ta na hora de perder um tempinho falando deles por aqui, não?

. O Meet & Greet - Seria exagero dizer que o M&G durou 5 segundos. Foram pelo menos 25, gente! Mas acho que tudo o que aconteceu foi extremamente compreensível e perdoável, ou seja, o M&G foi uma porcaria, mas não temos em quem ou nem porque jogar a culpa em alguém.
Eu explico: depois de entrar na casa de shows, um cara nos fez fazer uma fila encostando na parede no melhor estilo "PEDE PRA SAIR". Depois entramos numa sala onde estavam, nessa ordem, Pat, Kenny, John, Jared e Garrett atrás de uma grade. Nem procurei muitas reações ao M&G, mas vi que a grade gerou polêmica, só que achei que ela fez bastante sentido já que eles mandaram trocentos recados pelo site e perfis oficiais da banda, que a coisa, infelizmente, teria que ser rápida e eu posso chutar que mesmo com uma grade lá, algumas meninas devem ter se pendurado no pescoço deles e atrasado a fila.
Quando fomos liberadas pra ir em direção a eles, Pat estava debruçado sobre a grade com os braços abertos e um sorrisão no rosto agradecendo pela presença de todo mundo. Kenny também estava olhando nos olhos de todo mundo, distribuindo abraços e agradecendo pela presença e pela paciência. Quando eu falei meu "Thank you so much for coming back, guys!" ele apertou mais o abraço e agradeceu ainda mais (obs.: Kenny é fofo e cheiroso! Bjs). Não sei como o John tratou as meninas que estavam na minha frente, mas como, quando eu o abracei, já estava escutando alguém gritar "OLHA A FOTO, TRÊS, DOIS..." ele nem olhou pra mim direito e eu tive milésimos de segundos pra ficar de frente pra câmera e sorrir antes que eu visse o flash que veio sem mais avisos. Depois de tirar a foto, só consegui dar um high five no Jared e antes que conseguisse chamar a atenção do Garrett alguém, que eu não consegui nem ver quem era, já estava me empurrando pra longe deles. Todo esse parágrafo aconteceu, sem exageros, em uns 20 segundos.
Então já tiramos do caminho o motivo de existir uma grade entre eles e os fãs, e o tratamento que John, Jared e Garrett designaram a minha pessoa. Mas acho que o fato de a coisa toda não ter durado nem um minuto foi total desespero. Deixar o M&G aberto pra todo mundo que comprasse o ingresso na primeira semana de vendas não foi lá muito esperto, aí tanto eles quanto a equipe entraram em pânico com a quantidade de pessoas que teriam no M&G e o resultado foi esse. Em todo caso continuo achando que eles não terem cancelado a coisa toda e se esforçarem tanto pra conseguir fazer esses encontros sem cobrar mais nada além do ingresso é digno de admiração. Porém, aguardamos a volta da The Maine e, quem sabe, M&Gs mais tranquilos.


. O Show - Fiquei de mimi porque o Carioca Club é minúsculo em comparação as outras casas de shows que eles já lotaram por aqui, mas sou dessas que já não tem mais paciência pra chegar cedo em fila nem pra ficar no meio da galera, conclusão: me esfalfo pagando pista VIP ou fico lá no fundo pra ter espaço pra dançar. Como não teve pista VIP, acabei ficando no fundão, mas como a casa era pequena deu pra assistir o show inteiro numa boa com espaço pra largar panturrilhas e pulmões por lá de tanto pular e cantar. Então "yay for" shows em casas pequenas.
Costumo dizer que fã de The Maine é mimada, já que os caras laçam músicas novas o tempo todo e se esforçam pra estar em tour também por bastante tempo, e mesmo assim você vê fãs se descabelando de ansiedade por músicas novas e pela volta deles à cidade mais próxima. Mas a cada show eu entendo um pouco mais essa galera. Quando eles sobem no palco é nítido que eles estão exatamente onde gostariam de estar, que amam o que fazem e tem orgulho disso. Eles (principalmente o John, por motivos óbvios) conversam com o público o tempo todo e fazem a galera querer se esforçar pra ser a melhor platéia deles.
Peguei o setlist pra ver se conseguia lembrar dos pontos altos do show, mas mesmo assim ficou difícil escolher  momentos pra ressaltar. Olhando a coisa por um lado mais pessoal, não achei que escutar 'Jenny' ao vivo fosse mexer tanto comigo. Pois é, amigs, a emoção tomou conta e eu fui as lágrimas no meio do povão! Quase tive convulsões de felicidade em 'My Heroine', 'Love And Drugs' e 'Growing Up'. Mas acho que qualquer pessoa que estava lá vai concordar comigo que as palavras do John durante a introdução de 'Like We Did' foram de arrepiar. Quando a música começou pra valer, toda a galera parecia estar em sintonia, pulando junto, se divertindo e se respeitando demais. Naquele momento, todos os problemas ficaram de lado e a gente conseguiu aproveitar e sentir a música em toda a essência dela, conseguimos de fato, esquecer de tudo e viver aquele momento.



"Essa noite não é sobre nós, não é sobre ele nem sobre mim, é sobre todos nós aqui (...). Vocês não sabem o quão incrivelmente importante, cada um de vocês são. Por favor, por favor, por favor, por favor, cuidem uns dos outros, por favor, cuidem uns dos outros. Mas, mais importante, cuide de você mesmo, ok? Obrigado por nos trazerem de volta a São Paulo (...). Nós queremos voltar o quanto antes (...)! Tudo o que eu tenho pra dizer é uma citação de Charles Bukowski. Ele disse 'Encontre o que você ama e deixe isso te matar', ok? Isso é o que nós amamos fazer, e é por causa de vocês, então muito obrigado, cara. (...) Cuidem de vocês e se comportem... se vocês quiserem. (...) É sábado a noite, porra! Nós temos mais duas músicas pra tocar. Deixem-me ver todas essas mãos pra cima."
Por essas e outras coisas que eu admiro e respeito demais o trabalho desses caras e sou mais uma na torcida pra que eles possam voltar pra cá o quanto antes e proporcionar mais momentos inesquecíveis pra gente.

Foto: Thaisy Permann

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