segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sobre Fandoms e Matadores

Eu tinha uma ótima desculpa pra te contar como foi o primeiro evento com o pessoal do podcast Matando Robôs Gigantes no qual eu e a Nayra conseguimos estar presentes e você nem ia perceber, mas a minha linda teoria de que o comportamento dos ídolos acaba influenciando o dos fãs caiu por terra quando eu comecei a comparar as reuniões de fãs das quais já participei e a maior diferença entre todas as outras e o evento do dia 01 de fevereiro, foi o fato de o número de homens superar o de mulheres. Portanto, amigos, o problema pra escândalo de fã vem, muito provavelmente, da quantidade exacerbada de estrogênio reunida num só lugar.
Já que a minha desculpa desceu pelo ralo, mas a vontade de falar do evento permaneceu, licença que eu vou dedicar mais um post inteiro unica e exclusivamente a arte de tietar.
Acostumadas com fãs desesperadas que pagam mendigos pra ficar em filas por elas, decidimos ir bem cedo até a Limited Edition e descobrir qual seria o esquema, o que resultou numa ida muito tranquila até a Starbucks mais próxima pra passar o tempo. Quando estávamos de volta, depois de trocar uma ideia com a - linda da - Flávia Gasi, fomos pra calçada procurar uma sombra pra nos abrigar e embalamos no papo com um cara que também estava lá pro evento (opa, João!) e só percebemos que a loja estava enchendo quando a fila, que se formou voluntariamente (voluntariamente!!!), chegou na nossa frente.
Logo depois que o pessoal do MRG chegou dando um oi geral pra galera, a fila começou a andar, já que Affonso Solano e Flavia Gasi se posicionaram no começo dela para autografar suas respectivas obras ('O Espadachim de Carvão' e 'Videogames e Mitologia'). De repente, surge Diogo Braga na nossa mais nova patotinha que se formou ali mesmo, perguntando qual o nosso filme preferido do Owen Wilson. Entramos no assunto, como se isso acontecesse todo dia, um cara que você perde horas escutando, aparecer ali do lado pra bater um papo (como eu me sinto quando Didi Braguinha surge do meu lado e começa a puxar assunto).
Na nossa vez de ganhar um autógrafo no nosso exemplar de 'O Espadachim de Carvão', conversando com o Affonso, ele lembrou de nós (já que nós temos o péssimo hábito de deixar a inner fangirl tomar conta quando estamos no twitter e mandamos pelo menos cinco tweets semanais cada uma pra ele) e quando falamos de tirar fotos individuais, ele, com toda a calma do mundo insistiu pra que a gente tirasse uma foto todos juntos e depois cada uma poderia tirar a sua foto individual. E posar de novo com a Nayra não foi problema pra ele pra que a recordação do dia ficasse bonita e bem focada.
Did Braguinha continuou andando pela fila e brincando com todo mundo, então foi só encostar no bolinho que estava em volta dele pra conseguir a nossa foto muito rapidamente. Beto Estrada ficou vasculhando os produtos da loja, mas era só chegar perto mandar um 'Oi, Beto!' que ele parava o que estava fazendo pra dar atenção pro pessoal. Não lembro porque, mas comentamos que precisávamos ir embora, por isso a gente queria tirar a foto com ele e, gente... a criatura solta 'Ah, mas por quê? Era pra vocês ficarem por aí até o final, gente!', foi o que bastou pra mandarmos o horário as favas.
Lá pro fim da tarde, enquanto olhava as fotos na máquina fiquei com vergonha do meu braço enorme e nojento na minha foto com o Diogo e convenci a Nayra a voltar comigo pra loja e tentar tirar outra foto, mas obviamente, a desculpa pra isso foi 'a outra saiu tremida :('. Mas como já tínhamos falado com ele, me pareceu sacanagem entrar no meio da galera que ainda não tinha feito isso, então esperamos todo mundo  conversar com ele, pra depois pedir outra foto e, adivinha? 'Que é isso, gente, você podiam ter falado antes!'. Aí eu fiz a Fã da Ivete Sangalo e tirei várias fotos com ele porque nenhuma ficava boa graças ao calor insuportável que já tinha derretido meu cabelo. Desabafamos nossas magoas sobre a extinta Voz do Robô com Didi e depois, enfim, deixamos a loja.
Foi a caminho de casa, que nós começamos a comparação com os outros fandoms com os quais tivemos contato. A sensação que ficou depois desse encontro tão simples e fácil com alguns dos nossos podcasters preferidos, foi uma coisa completamente nova pra nós. A calma deles pra lidar com toda aquela galera (nem tinha muita gente graças a Campus Party que estava acontecendo ao mesmo tempo, mas ainda assim), a atenção dispensada pra cada pessoa que foi lá pra dizer 'cara, curto muito o podcast de vocês', foi lindo demais de se ver. Aqueles três realmente se importam em serem bons exemplos e deixar, pessoalmente, a mesma boa impressão que a gente tira do podcast.
Isso tudo sem falar dos ouvintes que compareceram. Não vi nenhum ameaço de tumulto ou bate boca, muito pelo contrário, aposto que não foi só a gente que saiu de lá com novos amigos. Toda a calma dos matadores também foi possível graças a educação e tranquilidade de quem foi lá prestigiar o evento.
Toda essa conclusão pode parecer exagerada pra alguém que ta há bastante tempo nessa comunidade dos podcasts brasileiros, mas pra mim, que estou acostumada a escutar fã falando que tentou agarrar o seu ídolo, achando isso bonito, é um alívio encontrar essa galera tranquila e gente boa. Um viva ao mundo novo do fandom civilizado! E, de novo, um muito, muito obrigada aos matadores por toda a calma e atenção.



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