quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Aos Pais


No final do ano passado a coordenação da minha faculdade pediu pra que os alunos de comunicação social se organizassem e escolhessem os professores paraninfo e homenageado e os alunos que fariam discursos para os formandos e para os pais. Minha classe tirou o corpo fora dos discursos e só fez questão de ter um professor homenageado. Não nos condene! Com TCC na reta final e os professores fungando no nosso cangote queríamos mais era mandar os discursos e as homenagens as favas. Mas hoje eu estou sentindo um gostinho amargo na boca por não ter pulado na frente e agarrado a oportunidade de fazer um texto (algo que gosto tanto de construir) aos pais. Seria infinitamente complicado fazer um discurso genérico, falar a todos os pais que viram seus filhos trabalhando tão arduamente pelo diploma, mas espero, do fundo do coração, que o que eu tenho pra falar sobre os meus pais, se apliquem a todos os formandos. Porque, me desculpem vocês aí, mas eu tenho os melhores pais do mundo!
Outro dia li um texto num blog muito popular e nesse texto, a autora escrevia uma carta a ela mesma dez anos mais jovens, com os conselhos que ela gostaria de ter escutado e acatado pra que a vida ficasse mais fácil até hoje. Muitos desses conselhos diziam algo como "leia os livros que você quer sem ter vergonha dos seus amigos" ou "eu sei que é difícil, mas não se compare as outras pessoas". A cada parágrafo da tal carta eu me peguei sorrindo e motivo é bem simples: eu já cresci sabendo de tudo isso.
Meus pais ralaram, deram duro por mim, me botaram de castigo, me jogaram a realidade na cara (e vou te falar que foi pior do que um literal balde de água fria), me impediram de fazer muita, mas muita coisa nessa vida, mas eu não precisei fazer nem trinta anos de idade pra entender o porque de toda essa "rigidez". Hoje eu sei que se cresci pra virar essa pessoa feliz que sou, devo tudo (tudo, tudinho) a eles. É claro que a vida é feita de momentos felizes e não de felicidade em si (pois é! pare de procurar!), mas se hoje eu sei disso, é por causa deles.
Meus pais me incentivaram a ser legal com o mundo, a esperar coisas boas dele, mas também me ensinaram que é pra não fazer isso sentada, que eu tinha que mostrar pro mundo que eu mereço as coisas boas que ele tem pra me oferecer. Hoje eu digo com toda a sinceridade do mundo que eu sei ser eu mesma, que eu não tenho vergonha de dizer que gosto de Percy Jackson e Demi Lovato (por exemplo), afinal, qual é mesmo o grande problema com isso? Desde que eu não interfira na vida de mais ninguém, posso sim gostar do que eu quiser (não é, mãe?).
Voltando ao assunto inicial desse texto, se eu dei duro pra me formar, foi com o apoio, a orientação e toda uma bagagem de conhecimento que veio, principalmente, deles. Então... obrigada, pai! Obrigada, mãe! Por hoje eu ser feliz com quem eu sou (e uma publicitária com diploma e tudo)!

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