sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Pela Liberdade de ser Autêntico (,p*rra)

Atenção, esse post contém palavrões! (:

To formada! E no calor da comemoração, impulsionada por uma felicidade que não cabia em mim, fiz vários posts nas redes sociais desse nosso mundão dizendo que meus colegas de grupo são fodas. Porque são mesmo! Por que eu usaria qualquer outra palavra que diminuiria o que eu estava sentindo? Eles são incríveis, magníficos? Tudo isso! Mas o que eles são mesmo é, lide com isso, fodas!
Porém recebi um alerta de uma pessoa muito esclarecida que respeito demais, preocupando-se com a minha imagem profissional nas redes sociais, para que eu parasse de utilizar esse linguajar chulo, já que hoje, as empresas procuram por funcionários no facebook, e isso poderia prejudicar a minha imagem. Confesso que antes de fazer o que eu tinha estabelecido que seria o último post sobre o assunto TCC, no qual eu terminaria dizendo mais alguns palavrões, também fiquei um pouco indecisa se deveria colocá-lo no ar justamente por esse motivo. Mas aí a minha filosofia de vida que me diz que eu tenho que ser eu mesma, pediu licença, sentou na cara do bom senso e apertou o enter pra publicar o post.
E quando recebi a mensagem, senti meu estômago afundar. Fiquei bem preocupada e até pensei em deletar o post, mas depois de alguns minutos de reflexão cheguei as seguintes conclusões:
1- Eu já estava completamente ciente que o uso de palavrões poderiam ofender alguém, principalmente os mais velhos da minha família, pessoas que aprendi a respeitar desde muito pequena. Porém, os palavrões estão presentes até nas reuniões de família, então qualquer indignação irreversível seria hipocrisia.
2- As empresas que me perdoem, mas elas contratam pessoas para compor o seu time, seres humanos! E se um contratante desistisse de mim porque deixei escapar um palavrão em um post que fiz no meu perfil, para os meus amigos, rodeada por uma atmosfera óbvia de comemoração, eu provavelmente ficaria feliz em não fazer parte da sua equipe frustrada e reprimida.
Não tapem o sol com a peneira, os palavrões fazem parte do repertório de qualquer pessoa. Fico imensamente feliz por trabalhar em um lugar onde me permitem parabenizar meus colegas, dizendo que eles "mostraram que são fodas!".
Não se preocupem, não pretendo escrever num relatório sobre alguma campanha que deu certo "em suma: foi do caralho, gente!", ou se deu errado "é... fodeu!". Mas até onde eu sei, vivo inserida numa sociedade que luta pela liberdade de expressão, pela permissão de ser quem eu sou sem medo. E o mundo corporativo até o presente momento, sempre acompanhou a evolução da sociedade.
Bom senso é necessário e eu me julgo uma pessoa em completo poder das minhas faculdades mentais. Sei distinguir uma conversa entre familiares de uma conversa entre amigos, do mesmo jeito que sei distinguir uma reunião de trabalho de um post feito no meu facebook pessoal. E também estou na resistência por um mundo onde a liberdade de expressão seja algo real.

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