sábado, 28 de setembro de 2013

Quase Famosos: Amor Instantâneo


Não consigo me lembrar em qual episódio do Rapaduracast escutei o excelentíssimo senhor Jurandir Filho, falando sobre 'Quase Famosos', mas sei que, de alguma maneira, a menção me marcou. Isso, somado ao fato de que mudanças no meu TCC eram necessárias e o público do filme bate com o do cliente com o qual estou trabalhando, me levou a assistir ao filme no último domingo, dia 22, com papel e caneta na mão pra anotar qualquer informação que pudesse servir de inspiração para o trabalho.
Quando o filme começou eu fui conferir se tinha clicado no lugar certo porque eu estava assistindo a Zooey Deschanel brigando com uma mãe super protetora e cuidando do irmão mais novo, aparentemente, um prodígio na escola. Porém tudo começa a fazer sentido, quando Anita (Zoey) decide sair de casa e deixa todos os seus discos para William (seu irmão) escondidos embaixo da cama dele. Graças a influencia da música, William cresce desejando se tornar um jornalista na área de música. Quando conhece o seu ídolo, o jornalista Lester Bangs, ele o da uma espécie de tarefa de casa: fazer uma crítica do show do Black Sabbath. Mas ele acaba entrevistando a banda Stillwater e conhecendo Penny Lane, uma fã deles. Graças a crítica do show e a sua primeira entrevista, William ganha a chance de escrever para a revista Rolling Stone, que pagará as suas despesas pra que ele acompanhe a Stillwater na sua turnê.
Eu esperava um filme com a temática "sexo, drogas e rock 'n' roll" do jeito mais literal e clichê possível, daqueles que da vergonha de assistir com a mãe do lado sabe? Mas o fato de o garoto ser um apaixonado por música e querer ser um jornalista na área, já me fez perceber que eu interpretei o principal poster do filme erroneamente. Ele de fato trás sexo, drogas (do jeito mais engraçado possível) e rock 'n' roll, mas de uma maneira extremamente realista dentro do universo de um garoto de 15 anos, inocente, que foi jogado no meu do mundo das bandas da década de 1970, e tinha uma mãe mega protetora exigindo informações dele o tempo todo. Alias, Elaine, a mãe de William, rouba a cena em vários momentos. Quando a descrevo como super protetora e preocupada você deve imaginar um personagem careta, difícil de se identificar. Então... é basicamente o contrário. Mesmo sendo muito tradicional, a força da personagem é incrível; ela garante alguns dos melhores momentos de comédia e até um toque de drama no filme. O difícil, na verdade é não se colocar no lugar dela.
Pra quem tem o mínimo de conhecimento desse mundo da música e do rock, a identificação é certa. E pra quem não tem, são ótimos minutos de entretenimento. Já tenho um carinho imenso pelo filme e vou recomendá-lo sempre.
Ah, ele rendeu o melhor insight que poderia ter tido pro TCC (;

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