sábado, 22 de junho de 2013

Dos Dias con los Chicos - Comilança

Enfim... o último post sobre o final de semana em Buenos Aires: Comilança!
Mandamos a dieta ir passear e aproveitamos todos os achados da culinária portenha, só que como a maioria das refeições foi na base do achado mesmo, provavelmente deixamos muitos pratos típicos pra lá, o que nos da um bom motivo pra voltar e pesquisar mais (;

Tutto Pane 
Sábado, eu e Nayra levantamos as 7 horas da manhã com a intensão de aproveitar cada minutinho do dia e, morrendo de fome, abrimos um pacotinho de Club Social (true story) e começamos a andar pelo quarteirão, quando topamos com o único comércio aberto àquela hora: a Tutto Pane, uma padaria familiar com um monte de coisinhas gostosas. O lugar é pequenininho, mas te um ar bastante aconchegante e atendimento ótimo; nós duas ainda não tínhamos assimilado muita coisa do espanhol, mas isso não foi problema para o menino atrás do balcão, nos explicar o que eram os 'Pastelitos', que tinham uma cara ótima, e depois nos falar como chegar na Calle Florida. Agora falemos sobre os Pastelitos... é um doce de massa folhada com recheio de 'dulce de membrillo' e doce de batata (segundo uma rápida pesquisa feita no google), lembra muito o gosto de goiabada. É ÓTIMO! No dia seguinte fizemos questão de passar pela Tutto Pane de novo e comprar mais dois pastelitos, a vontade era de encher uma mala só com eles! Está sendo, de longe, a parte da viagem que deixou mais saudade.

La Cabrera
Ainda no sábado, depois de muita bateção de perna pela Calle Florida e Avenida Santa Fé, estávamos desesperadas por um almoço decente. Em suas pesquisas em blogs de viagem, a Nayra encontrou o restaurante La Cabrera, que serve uma das melhores Parrillas da cidade. Pegamos um táxi pra chegar até o restaurante e comentamos com o taxista que íamos almoçar e que a vontade era de comer a tal da Parrilla. Gente! O homem se animou de tal maneira que nos fez anotar o que era pra pedir, e pra que a gente pedisse porções pequenas pra apreciar a comida, sem sair de lá rolando. Mas depois de esperar mais de uma hora pra entrar (muito bem acomodadas nas cadeirinhas e mesas que ficam na calçada com palitinhos de pão e - o que me pareceu - champagne a disposição de quem esperava livrar uma mesa), esquecemos tudo o que taxista falou e pedimos a opinião do garçon que nos atendeu mesmo. O homem nos ofereceu uma peça de carne de 600 gramas, mas nós pedimos uma de 300, recheada com queijo e tomate seco e ainda sobrou um pedaço. Junto com a carne, o garçon trouxe vários acompanhamentos; cebolinhas em conserva, ovo, purê de batatas, azeitonas pretas picadas, creme de milho, doce de bata... e depois de tudo isso, a pessoa me aparece com mais opções de acompanhamentos; eu pequei um milhinho só pra não ficar chato, porque não precisava de mais nada.
Dica: depois da espera pra conseguir uma mesa vai dar vontade de comer todos os pãezinhos que eles deixam na mesa antes da carne chegar, mas resista! Vale muito mais a pena preencher seu corpinho com a carne.

Atahona
Sábado a noite, saímos do cassino meio frustrados, já que nada super interessante aconteceu por lá, e o jantar era uns 120 pesos por pessoa, então fomos procurar algo mais em conta. Acabamos jantando no Atahona, no centro. É um restaurante de massas e pizzas caseiras; sem frescura, ambiente simples e comida muito boa. Pedi o ravioli com molho misto e não me arrependi nem um pouco! Os garçons conversaram com a gente, e tiraram foto de todos nós no final da noite.

Martita
No domingo passeamos a manhã inteira na feira de antiguidades e no mercado de San Telmo. Quando bateu fome, fomos procurar algo pra almoçar ali no mercado mesmo e topamos com a Martita, um restaurante pequenininho e lindo onde a especialidade são tortas salgadas. As tortas são individuais e servem tranquilamente como uma refeição (se você não for daqueles que pede dois BigMcs pra matar a fome).
O lugar em si, é uma graça; mesas coloridas, peças de decoração do chão ao teto, como cartazes de propaganda antigos, quadros... e a parte mais legal: tudo está a venda, é só perguntar o preço.
Dica: na nossa humilde opinião, o melhor alfajor da cidade está lá. <3

Nikki
Domingo a tarde, fomos pro hostel tomar um banho e,  pra não ficar sem fazer nada até o horário do espetáculo de tango, fomos ao Nikki; um cafésinho muito amor do-la-do, do MT Soho.
É pequenininho, mas super aconchegante; daqueles lugares pra levar um livro e passar uma tarde de frio por lá, experimentando os cafés. Pedimos um café cada uma e alfajorcitos.

Madero Tango
Já declarei meu amor ao Madero Tango nesse post, mas vale a pena perder mais algum tempo discorrendo sobre o nosso jantar, que foi a la carte com opções suficientes pra nos deixar na dúvida sobre o que pedir, mas enfim, optei por dois pastéis asados de carne como entrada, risoto com peito de frango recheado como prato principal e cheesecake como sobremesa. Tudo ótimo! Acho que a única observação que tenho pra fazer é que eu sou bastante fraca pra pimenta, e os pastéis estavam bem apimentados, mas só. E isso também não me impediu de continuar apreciando o jantar.

Enfim! Esse é o último post sobre o nosso final de semana em Buenos Aires, sendo finalizado quase um ano depois que nós voltamos. Ótimo timing! Só que não...
Termino dizendo que fomos pra lá já avisados que argentino é grosso, que nós teríamos que nos virar pra encontrar qualquer coisa na cidade, mas encontramos exatamente o oposto. Pessoas dispostas a nos dar dicas de locais de compras mais em conta, pessoas que percebiam a nossa dificuldade com a língua e nos avisavam que dava pra conversar mesmo se a gente falasse em português, e até o exemplo do taxista que me fez anotar o que seria legal pedir no restaurante, já que a gente não conhecia as opções. Fomos hiper-mega-blaster bem atendidos em todas as lojas e restaurantes. Foi só um final de semana, mas que deixará saudades eternas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Google+