sexta-feira, 29 de junho de 2012

Ser Fã - A Difícil Tarefa

Ana e sua "pasta Hanson" (:
Depois de assistir a esse video da Ana de Cesaro (no qual ela monologa sobre Hanson e algumas das coisas que me dão um p*ta orgulho de ser fã deles, e depois expõe a realidade das fãs de hoje), me deu coceira pra falar sobre o tema. Tenho muitos quotes pra fazer nesse post e o final provavelmente será uma frase formada e genérica de quem está em cima do muro (porque eu faço essas coisas), mas se você está com tempo e paciência ou, em último caso, se identifica com o tema e pretende ler até o final, eu agradeço pelo tempo perdido comigo, mas ja aviso que pretendo deixar as minhas opiniões claras e vou falar de bandas e artistas que muita gente não conhece e não se importa ou se conhece, gostaria de não conhecer e bla, bla, bla. Se eu não te desencorajei até aqui, ótimo!

Primeiro ponto: sou fã! De bandas, cantores (as), séries, casts, livros, autores e o caramba!
Segundo: gosto disso! Não vou falar que tenho orgulho, porque algumas vezes ele oscila, por exemplo, quando eu penso em faltar na faculdade ou no trabalho pra tentar ir tirar uma lasquinha da atenção de um dos magrelos com voz bonita que eu tanto idolatro. E sei que isso é errado. Me processem, mas eu não controlo a minha cabeça e ela vai pra esses lados, SEMPRE!
Terceiro: tenho vinte anos nas costas e meu estômago ainda vira do avesso quando a banda que eu gosto ameaça vir pra São Paulo, ou seja, isso não vai mudar. Ta em mim, e não vai sair.
Aí eu li o post do dia 24 de novembro de 2011 do Cinq Contre Un (que por algum motivo sombrio, eu não consegui pegar o link) do Caio Caprioli, no qual um dos conselhos que ele daria pro filho dele é:
Assista ao show da sua banda preferida. É uma emoção muito estranha, mas é delicioso ver o seu astro cantar perto de você e sentir a vibe de milhares de pessoas soltando a voz - e chorando - junto a você.
Não preciso falar que quase chorei, preciso? Então ta! Eu estava no trabalho, sentindo a garganta doer e os olhos começarem a arder, pelo post inteiro, mas principalmente por causa dessas linhas aí em cima. Já fui fã de Br'oz (de acompanhar o programa desde o começo) e já fiz a família inteira ir pra Praia Grande comigo passar perrengue o dia inteiro por causa deles. Do final de 2005 até 2009 McFLY foi um dos meus motivos pra acreditar que valia a pena viver. Literalmente! 2006 foi o pior ano da minha vida e se eu não tivesse McFLY e todos os amigos que eles me deram, acho, sinceramente que eu não estaria aqui escrevendo esse monte de baboseiras hoje. Aliás, meu 2007 foi dedicado a uma banda cover deles, com fã clube e tudo. Nesse meio tempo eu descobri The Calling, Supernatural, The Click Five, The Foxes, Family Force 5, The Maine... e Hanson ja estava no meu subconsciente desde 1997. A lista não para aí, mas não é sobre isso que eu quero falar.
Não acho bonito as confusões e brigas que o povo arranja por causa de Restart e Justin Bieber, mas entendo. Tem muita gente que gosta deles e o mesmo tanto de gente que se sente incomodado por causa disso, mas a minha indignação ta muito bem acumulada pelas pessoas que perdem tempo reclamando do gosto dos outros e não pelas fãs desses caras. Se esses seres humanos fossem trabalhar ao invés de criticar as pessoas pelo o que elas gostam, não tinha fã se humilhando por aí, gravando video chorando e os caramba. To do lado das fãs e ninguém vai mudar isso.
Já falei que a 'identidade fã' não vai sair de mim, ela toma novas formas, a intensidade varia conforme a gente cresce e amadurece, mas não é uma fase, como todo mundo costuma dizer. Não é um negócio que passa... diminui sim; é inversamente proporcional ao senso de responsabilidade que cresce na gente e igualmente proporcional ao salário que a gente ganha. Mas como a Ana disse no video (que eu deixei o link no comecinho do post), as pessoas estão pegando muito pesado com as fãs hoje. Essa loucura, essa coisa de só falar o tempo todo do mesmo cara que nem sabe que a gente existe, vai sim diminuir e as lembranças dessa época e todos os amigos que a gente faz por causa dessa fúria toda e a necessidade de compartilhar esses sentimentos com alguém que compreenda o que ta passando na nossa cabeça, vão ficar guardados na caixinha de 'coisas boas' da memória, e bem perto daquela pasta lotada de folhas de revistas que a gente guardou com tanto cuidado e procurou com tanto afinco por qualquer notinha que mencionasse o nome dos nossos ídolos.
Essa é uma parte tão boa da vida, mas tão boa, que todo mundo devia ser obrigado a viver: ser fã de um cara que fosse, fazer muitos amigos por causa desse cara, colecionar cds, revistas, dvds, singles, camisetas e todo aquele merchan inútil, mas estupidamente criativo que ele vende no site dele e depois ter que separar uma gaveta inteira só pra essas coisas e manter la o resto da vida porque quando você abrir essa gaveta, seu coração vai ser inundado por aquela sensação de nostalgia boa, de tempos que passaram, que talvez você não queira tanto assim que voltem, mas que com certeza, vai levar pra sempre com você e com muito carinho por aquilo tudo.
Não tenho palavras pra descrever a imensidão da minha raiva por essas pessoas que querem estragar essa parte da vida das meninas de 11 até seus 16, 17 anos, que tem só que estudar e ser feliz pra ver se viram pessoas decentes.
Babi Dewet
E pra você que, como eu, já passou dos 17 e ainda sente aquela vontade incontrolável de largar tudo pra trás e ir ficar plantada na frente de uma porta de hotel porque tem um cara mais ou menos bonitinho, mas que deixa todo mundo de queixo caído quando sobe num palco, hospedado lá, não tenha vergonha disso. Como disse Babi Dewet uma vez, quando questionada se ela não sentia vergonha por ter mais de 20 anos e gostar de "bandinhas e livros teen", ela não deu chance pra reação quando respondeu: "Nenhuma vergonha. Acho que independe de idade. Eu sou madura, dou aulas, tenho meu próprio curso, meu próprio livro, tenho namorado, pago impostos, pago minhas contas... e gosto de livros teen e bandinhas. Nenhuma vergonha =)". Pode olhar aqui ó.
No final do ano passado o Misha Collins, que fez Supernatural, inventou uma espécie de gincana onde quem fizesse mais itens da lista de bizarrices que ele criou, ia ganhar uma viagem pra Roma com ele. Eu entrei na brincadeira e me diverti muito, mas um amigo quando eu pedi pra que ele me ajudasse a fazer uma das tarefas da tal lista, disse que ajudaria desde que eu não me metesse mais naquele tipo de coisa. Desculpa, mas "esse tipo de coisa" me deixa feliz, então, não! Não vou parar!
Se você acha que ser fã é bom, não tenha medo de viver isso! Se você acha que não é, fique na sua e não atrapalhe quem acha que é só porque você não concorda! (;

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