sábado, 11 de fevereiro de 2012

Não Confio em Gente que Não Lê #1 - Feios

Em 'Feios', de Scott Westerfel, a humanidade evoluiu, a sociedade em si super evoluiu. Não se corta mais árvores pra confeccionar móveis, o metal é usado apenas como ímã, poucas pessoas aprendem a escrever a mão... na verdade a nossa sociedade é vista como a gente ve a pré-história; um monte de "quase-humano" meio tapado.
Mas a diferença crucial, que é o ponto central da história é uma cirurgia pela qual todo adolescente que acaba de completar 16 anos, passa para se tornar perfeito.  A pele é raspada e trocada, os ossos são modificados, os cabelos, músculos, dentes, enfim, tudo muda e você vira perfeito. E quem ainda não virou perfeito, é Feio. Simples assim!
Tally, a personagem principal, viu seu melhor amigo se tornar perfeito e ir morar em Nova Perfeição, cidade dos jovens perfeitos, enquanto ela tem que continuar a viver por mais três meses nos alojamentos da Vila Feia. Porém, nesses três meses de espera, ela conhece Shay, uma feia que tem sérias dúvidas sobre se tornar perfeita e acaba arrastando Tally pro meio das suas dúvidas e pra uma cidade de feios que não queriam ser perfeitos.
Comecei a ler sem muita pretensão, esperava uma história bem bobinha, quer dizer, a base de tudo é a aparência física das pessoas (!!). Mas mesmo assim, a curiosidade falou mais alto, ainda mais depois de ler a resenha da Babi Dewet e da Nayra, minha irmã, dizendo que valia a pena. E vale!
O livro é cheio de explicações científicas, razoavelmente plausíveis, o que deixa a história muito verdadeira, e você fica imaginando em quanto tempo nós vamos chegar lá.
O mais bacana é acompanhar a mudança do pensamento da Tally. Você entende porque ela quer se tornar perfeita e não vê problema nenhum com isso. Com o desenrolar dos fatos, quando ela descobre como a cirurgia funciona e seu pensamento vai se transformando, é bem fácil acompanhar. Seu pensamento muda junto com o dela.
Alguns detalhes sobre a nossa sociedade também são pontos que deixam a história irresistível: quando encontra revistas da nossa sociedade, Tally as vê, como disse a Babi, como um catálogo de gente feia. Eles vêm as ruínas das nossas cidades como 'muito metal desperdiçado', basicamente.
Enfim uma história rápida, de linguagem fácil e que prende do começo ao fim, que aliás só te deixa na ansiedade pelo segundo livro da trilogia.

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